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As lesões mais comuns em Jogos Olímpicos

Os Jogos Olímpicos de verão é o maior evento esportivo do mundo e ocorre a cada 4 anos, envolvendo a participação dos melhores atletas do mundo, disputando medalhas nas diversas modalidades esportivas. Ao mesmo tempo em que se formam heróis, com grandes vitórias que serão eternizadas, existe também um vilão, chamado lesão.

Os Jogos Olímpicos de verão é o maior evento esportivo do mundo e ocorre a cada 4 anos, envolvendo a participação dos melhores atletas do mundo, disputando medalhas nas diversas modalidades esportivas. Ao mesmo tempo em que se formam heróis, com grandes vitórias que serão eternizadas, existe também um vilão, chamado lesão.
 
Nada é mais frustrante e decepcionante para um atleta de alto-rendimento, que se preparou por 4 anos (às vezes como oportunidade única), do que ser obrigado a deixar de competir ou competir fora das suas condições plenas por limites impostos pelo próprio corpo, por causa de uma lesão.
 
Mas qual a lesão mais comum durante os Jogos Olímpicos? Qual a mais temida? O que os estudos dizem sobre o assunto?
 
Em 2004, nos Jogos de Atenas, na Grécia, um estudo publicado na principal revista de Traumatologia Desportiva identificou 377 lesões em 456 jogos (0,8 lesão/jogo e 54 lesões/1000 jogos), baseado em dados estatísticos nos esportes Futebol, Basquete, Volei, Volei de Praia, Handebol, Polo Aquático, Hoquei sobre Grama, Beisebol e Softbol. Os dois últimos já não fazem mais parte do programa olímpico desde os Jogos de Pequim, em 2008.
 
Quando avaliamos a topografia da lesão, 50% destas ocorreram nos membros inferiores; 24% na cabeça e pescoço; 17% nos membros superiores; e 9% no tronco. Sendo que, do total de lesões, 280 (78%) foram  ocasionadas em contato físico, com outro jogador.
 
Quase metade das lesões, 46% (171) foram diagnosticados como contusões, 13% (48) foram entorses e 10% (35) rupturas de fibras musculares.
 
Além de contusões na região da cabeça, as lesões mais temidas pelos atletas de alto rendimento são as ortopédicas. Dentre eles estão:
 
1) as entorses do joelho, que colocam em risco as “estruturas nobres” como o ligamento cruzado anterior e os meniscos, o que geralmente impossibilitam o atleta de competir, pois requerem tratamento cirúrgico para corrigir a instabilidade articular gerada pela lesão;
 
2) Estiramento Muscular, que dependo do grau pode necessitar de meses até a recuperação plena;
 
3) Luxações do Ombro (Gleno-umeral), especialmente nos atletas que utilizam os membros superiores.
 
Como os estudos demonstraram, a entorse do tornozelo é um diagnóstico com alta incidência e prevalência e que, cada vez mais os treinamentos visam a prevenção, com exercícios de fortalecimento e propriocepção, assim como a utilização de braces estabilizadores, que atuam na tentativa de evitar ou minimizar os danos da lesão.
 
A próxima edição dos Jogos Olímpicos será no Rio de Janeiro, a preparação dos atletas já começou e a preocupação dos treinadores, preparadores físicos, fisioterapeutas, médicos e principalmente dos próprios atletas com esse temido adversário, que não concorre a medalhas nem a recordes, mas tira o sono e impede que os grandes campeões eternizem as marcas e seus feitos no Olimpo do esporte. Nossa torcida é que isso não ocorra com os atletas da delegação brasileira. Até lá!!
 
Fonte:
 
Injuries in Team Sport Tournaments During the 2004 Olympic Games
 
The American Journal of Sports Medicine, Vol. 34, No. 4 – 2006
 
Sports Injuries During the Summer Olympic Games 2008
 
Am J Sports Med 2009 37: 2165

O Menisco - Da Avaliação e Lesão ao Transplante

A obra tem como público-alvo estudantes, residentes, ortopedistas e especialistas que buscam maior conhecimento sobre o menisco, sendo uma valiosa fonte de consulta, baseada na literatura científica atual e na experiência clínica dos autores convidados.

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