contato@rodrigogoes.com

(21) 2612-1924 / (21) 2704-1778

seg a sex. 7 às 18

Lesões no Esqui Alpino

Moramos em um país tropical, onde prevalecem os esportes praticados na areia da praia ou no mar, como o vôlei de praia, futevôlei  beach soccer, surfe, corridas no calçadão entre tantos outros…

Moramos em um país tropical, onde prevalecem os esportes praticados na areia da praia ou no mar, como o vôlei de praia, futevôlei  beach soccer, surfe, corridas no calçadão entre tantos outros…
 
A cada ano cresce o número de esportistas brasileiros que buscam as aventuras do turismo no gelo, no alto das montanhas. De Novembro a Março na Europa, Canadá ou Estados Unidos, e Junho a Setembro no Chile e na Argentina, o Esqui Alpino e o Snowboard têm conquistado cada vez mais adeptos.
 
As cidades que possuem “Estações de Esqui” estão muito bem preparadas e equipadas para receber estes turistas, com teleféricos melhores e mais velozes, neve artificial, pistas mais seguras e equipamentos mais modernos …. Em contrapartida, o número de lesões relacionadas à prática desses esportes vêm aumentando exponencialmente.
 
Nos Estados Unidos, o esqui é a causa de 200 a 600 mil lesões, sendo que entre 25% e 30% são lesões no Ligamento Cruzado Anterior.
 
As quedas correpondem a 85% das lesões. Colisões com objetos, incluindo outros esquiadores, somam de 11% a 20%, enquanto incidentes envolvendo teleféricos contribuem com 2% a 9%.
 
Variáveis que afetam a incidência de lesões
 
1) Habilidade do esquiador:
Principiantes – três vezes mais lesões e menor gravidade;
Experientes – traumas cranianos, fraturas, lesões ligamentares mais complexas pela alta velocidade de descida;
 
2) Idade:
11 a 13 anos > Adolescentes (13 a 20 anos) > Crianças (< 11 anos) > Adultos (>20 anos).
Quanto maior a idade (até 35 anos), maior a habilidade, maior o bom senso, maior a velocidade de descida, maior o número de lesões graves;
 
3) Sexo:
Duas vezes mais comum em mulheres e entre atletas profissionais do esqui é seis vezes mais comum também em mulheres;
 
4) Condicionamento físico:
Quanto mais bem preparado menor o índice de lesões;
 
5) Condições da neve:
“Neve dura” tem maior velocidade e mais lesões de impacto;
“Neve em pó / pesada” tem mais lesões por torção;
 
6) Condições do equipamento:
O rígido engate do esqui com o pé aumenta a força para a perna e o joelho;
A interface entre a bota e o encaixe no esqui é a causa mais comum de lesões envolvendo o equipamento;
Com as alterações e evolução do equipamento de esqui o índice de fraturas reduziu em 80%, porém as lesões ligamentares do joelho aumentaram muito nos últimos 20-30 anos;
 
Obs: Nos turistas as lesões são mais frequentes:
A) Primeiro dia do período de esqui;
B) Começo da manhã pelo pouco aquecimento;
C) Final da manhã e final do dia por fadiga muscular;
D) Final do período de esqui por efeitos cumulativos
 
Segundo o CAME (Colégio Americano da Medicina do Esporte), a lesão mais comum no joelho é do ligamento colateral medial (LCM). Essa lesão ocorre com quedas mais lentas em que a articulação é retorcida, ou quando os iniciantes ficam com os esquis ficam emparelhados em “v” por longos períodos forçando o ligamento.
 
Outra lesão comum no joelho é a ruptura do ligamento cruzado anterior (LCA). Muitos fatores contribuem para essas lesões acontecerem, especialmente a postura do esquiador, forçando o valgo do joelho, e também a queda para trás, quando a parte inferior da perna vai para frente ou quando o esqui fica preso na neve e o esquiador cai.
 
Lesões nas extremidades superiores correspondem a aproximadamente 40% do total. A articulação mais vulnerável da parte superior do corpo é o polegar. Em segundo lugar entre as mais recorrentes está a lesão no ligamento colateral ulnar do polegar, perdendo somente para as lesões no LCM do joelho. Essas lesões ocorrem quando o esquiador cai com o braço estendido, ainda segurando o bastão. O polegar é puxado para fora, lesionando a articulação.
 
Como podemos prevenir essas lesões
 
É indicado o uso das presilhas mais sofisticadas e com fixações multidirecionais, que facilitam o desencaixe rápido, e de bastões (poles) com correias.
 
Equipamentos de segurança, como o capacete, podem prevenir e até mesmo evitar desastrosos acidentes que por vezes podem ser fatais. Apenas cerca de 48% dos esquiadores e snowboarders americanos usam capacete de rotina. A utilização desse equipamento de proteção foi associada a uma diminuição de 43% na taxa de lesões na cabeça, no pescoço e faces.
 
A realização de uma preparação e condicionamento adequados, iniciados antes da temporada de esqui e voltados para a prática desse esporte são fundamentais. Nas cidades onde a prática do esqui alpino é muito difundida, já existe a cultura de treinos conhecidos como Sports Conditioning Classes.
 
Exercícios de flexibilidade e também de fortalecimento, especialmente de músculos como quadríceps (anterior da coxa), isquiotibiais (posterior da coxa) e glúteos médio e mínimo (laterais), ajudam a evitar a força em valgo do joelho. Exercícios de equilíbrio, trocas de direção, saltos e aterrissagens e bom condicionamento físico aeróbico (para suportar bem a altitude) estão diretamente relacionados com a melhora da performance, menor incidência de lesões e maior satisfação do esportista.
 
 
 

O Menisco - Da Avaliação e Lesão ao Transplante

A obra tem como público-alvo estudantes, residentes, ortopedistas e especialistas que buscam maior conhecimento sobre o menisco, sendo uma valiosa fonte de consulta, baseada na literatura científica atual e na experiência clínica dos autores convidados.

Rua Coronel Moreira César, 160 / Sala 1106 – Icaraí – Niterói

Centro Médico Shopping da Gávea: Rua Marquês de São Vicente, 52 – 5º Piso / Sala 521

consultoriorodrigogoes@gmail.com / contato@rodrigogoes.com

 

OUTROS PROJETOS