Rodrigo FLU

Rumo às Olimpíadas

O niteroiense Rodrigo Góes viajou para Londres no início de julho para integrar a equipe de médicos da Comissão Olímpica Brasileira (COB). Pela primeira vez ele defenderá as cores do Brasil. Passará um mês longe de casa, dias que vão mudar a vida do cirurgião ortopedista com especialização em joelho, único convocado do Rio de Janeiro. Torcedor do Rio Cricket, apaixonado por futebol, ele diz ter abandonado a ideia de ser atleta, mas nunca deixado de lado o sonho de viver na competição.

 

VOCÊ ESTÁ INDO PARA O MAIOR EVENTO DE ESPORTES DO MUNDO. O QUE ACHA QUE o ESPERA LÁ?

A Olimpíada é a realização de um sonho. Sempre quis ser atleta e agora vou participar de um evento deste porte. É um orgulho enorme. Ouvi o hino nacional recentemente em uma reunião pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e é uma sensação totalmente diferente. Sinto que estou defendendo, de fato, meu País, mesmo sem entrar em campo, sem estar indo para a guerra, mas dentro da minha especialidade. Isso me emociona muito.

COMO É A SUA LIGAÇÃO COM O ESPORTE?

Minha vida inteira foi voltada para o esporte. Tentei ser jogador de futebol, joguei no Flamengo, no Fluminense, cheguei a ser campeão carioca… Até o dia que percebi que não teria o estrelato que sempre sonhei.

E COMO CHEGOU À CONCLUSÃO QUE SERIA MÉDICO?

A minha grande inspiração para a medicina foi um profissional de Niterói, o ginecologista Ronaldo Cortes, pai de um amigo meu, com quem eu convivia muito nesta época de indecisão sobre o que fazer da vida, com uns 18 anos. Até então, desde os cinco, não pensava em ser outra coisa diferente de jogador de futebol. O Ronaldo falava com muita emoção da própria profissão, chegava a ficar com os olhos brilhando e isso acabou me inspirando.

E DENTRO DA MEDICINA, O QUE o FEZ ESCOLHER SER ORTOPEDISTA?

Lidar com atletas e de alguma maneira voltar para o esporte para sentir o clima de competição na veia. Ao mesmo tempo, meu ídolo sempre foi o Zico, que sofreu muito com os joelhos. Sei disso porque tive a oportunidade de conviver de perto com estes problemas. Há 20 anos, ele montou um time para os filhos dele e chamou alguns jogadores para fazer parte, eu fui um desses. O Vitor Belfort também participava. O time era famoso, o nome era “Nova Geração”. Foi aí que minha ligação com Zico ficou ainda maior.

E DEPOIS VOCÊ ACABOU SE INTERESSANDO JUSTAMENTE POR JOELHOS…

Em medicina, na época de fazer a prova da residência você tem que escolher uma especialização. E, nesse momento, eu que sempre me orgulhava de falar que o Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap) era ótimo, percebi que ele estava muito ruim. Ortopedia, no entanto, depende de tecnologia, de implante, para poder fazer um trabalho de ponta. Fiquei sabendo de um médico que era um cirurgião de joelho muito bom e que trabalhava no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Não deu outra: fui para lá, onde comecei a aprender tudo com produção em massa e de qualidade. Além disso, muitos atletas têm problemas no joelho, de diversas modalidades.

VOCÊ TAMBÉM É MÉDICO DO ESPORTE. O QUE UM PROFISSIONAL PRECISA FAZER PARA SE INSERIR NESTE MEIO?

Quando eu estava no quarto ano, surgiu uma oportunidade para estagiar no Fluminense. Fiquei três anos por lá, até fazer a residência, que exigia exclusividade. Mais três anos no Into e, em 2005, recebi uma ligação dizendo que o Fluminense precisava de médico e lá fiquei até hoje. Já são mais sete anos de esporte, que me rendem palestras, aulas em uma pós-graduação de medicina do esporte, e também o convite do COB.

O SEU TRABALHO RESUME-SE A CUIDAR APENAS DE JOELHOS?

Não. Dentro de uma equipe multidisciplinar de médicos, estou apto a acompanhar os times em campo como ortopedista e posso cuidar de qualquer trauma. Já tive que acompanhar um jogador, por exemplo, que teve um traumatismo craniano. Dentro do campo, sou médico.

E QUAL FOI A PIOR SITUAÇÃO VIVIDA POR VOCÊ DENTRO DE CAMPO?

Foi em dezembro do ano passado, durante a final do Campeonato Brasileiro Sub-20. O Fluminense era favorito ao título e o melhor jogador da equipe, o atacante Marcos Júnior, artilheiro da competição, aos 40 minutos do segundo tempo se chocou com o goleiro e caiu desacordado. Quando eu cheguei no campo, ele estava convulsionando. Chamei o resgate, estabilizei ali para não haver traumas cervicais e fui comandando a equipe até que ele conseguisse ser retirado direto para o hospital. Pouco depois, o jogador recobrou a consciência e não teve déficit nenhum. Mas, naquele momento, com o jogo transmitido para o Brasil inteiro, sinto que envelheci alguns anos.

EM ALGUNS CASOS, O ATLETA SE LESIONA NO MEIO DA COMPETIÇÃO. EXISTE ALGUM JEITO DE ACELERAR O PROCESSO DE RECUPERAÇÃO ESTRATEGICAMENTE?

Em geral, eles viajam com uma equipe de fisioterapia. O problema é o tipo de lesão que se apresenta. Há algumas que vão tirar o atleta invariavelmente de campo por um, dois meses. O que pode ser feito é um treinamento para que se evitem lesões que prejudiquem os ligamentos, por exemplo. Protocolos que condicionem o atleta a praticar aquele determinado esporte, que preparem o cérebro para fazer certos movimentos. A própria Fifa tem alguns exercícios indicados para quem joga futebol. O maior número de pessoas que opero são os peladeiros de fim de semana, sem preparação.

O QUE DIFERENCIA UM PACIENTE NORMAL DE UM ATLETA?

Eu tento tratar todo mundo como atleta, dentro das suas limitações. Um professor de educação física, por exemplo, usa o corpo dele para dar aulas, trabalhando os músculos o dia inteiro. Da mesma maneira, um paciente que faz musculação, corre cinco vezes na semana e ainda joga pelada aos sábados, precisa ser tratado como atleta. Então, é muito fácil para o médico, que não tem convivência com este tipo de pessoa, falar para ficar três meses afastada do esporte. O difícil é tentar entender a importância da atividade para aquela pessoa. Por exemplo, se ela não pode correr, mas pode pedalar; se não pode pedalar, pode nadar… É importante tentar adequar aquela lesão à expectativa da vida do cara. Se você chega para o paciente e diz que ele não pode fazer nada, ele pode até entrar em depressão.

Por Natália Kleinsorgen, O Fluminense, 22/07/2012 – Revista O FLU

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