O “experiente” Filipe Marcelino, de 5 anos, corre desde os 3 anos. “Sempre trago os meus primos para participar comigo”, conta. Foto: Guto Maia

Crianças correm como “gente grande” em pistas de atletismo

Revista O FLU, 09/12/2012.
Por: Juliana Dias Ferreira 09/12/2012.

Atletas mirins dão show em corridas infantis, que estão virando tradição no Rio. Calendário de provas é extenso e pais incentivam cada vez mais os filhos

Sábado, 8 horas, Estádio de Atletismo Célio de Barros, no Complexo Esportivo do Maracanã, Zona Norte do Rio. Diversas crianças e nenhum rosto sonolento. Ao contrário, todas com muita disposição para o II Circuito Infantil Contra o Câncer, uma entre as várias provas de corrida organizadas, anualmente, apenas para os pequenos. Competições como essa ganham cada vez mais adeptos, a exemplo do que também acontece entre o público adulto, e são uma ótima maneira de incentivar a prática esportiva.

As “maratonas infantis” ajudam a criar, desde cedo, hábitos mais saudáveis que, uma vez adotados, viram ensinamento para toda a vida. Um exemplo é o gonçalense Filipe Marcelino, morador do bairro de Neves. “Experiente”, aos 5 anos, o menino que parece ter uma energia inesgotável corre desde os 3 anos. Incentivado pelos pais, ele faz questão de estender o estímulo aos familiares.

“Eu gosto muito de correr e sempre trago os meus primos para participar junto comigo”, conta Filipe, entusiasmado.

“É importante que a atividade física faça parte da rotina da criança para que ela possa crescer com saúde”, pondera o pai de Felipe, Cristiano Marcelino, que é bombeiro e professor de Educação Física.

A mãe do menino, Nilce Marcelino, conta que, algumas vezes, dá trabalho aguentar o pique do filho:
“Ele descansa 15 minutos e já é o suficiente para voltar com tudo, cheio de energia para recomeçar”, brinca.

Além de participar da organização do Circuito das Academias de Niterói, que acontece desde 2010, a família também marcou presença no II Circuito contra o Câncer, promovido pelo Instituto Ronald Mc Donald’s. O evento, realizado por meio da Lei do Incentivo ao Esporte, reuniu 700 crianças com idades entre 4 a 12 anos, inclusive, meninos e meninas em processo de quimioterapia. Foram arrecadados cerca de R$ 180 mil em inscrições, revertidos para o tratamento de crianças e adolescentes com a doença.

“O objetivo da ação é ressaltar a importância de manter corpo são e mente sã. Além de estimular a saúde, preparamos o espírito e o caráter das crianças para lidar com as vitórias e derrotas da vida”, destaca o superintendente do instituto, Francisco Neves.

Com a neta de 4 anos participando da disputa, Francisco Neves acrescenta que é fundamental que os pais ajudem a mobilizar a garotada.

“As crianças passam a cuidar mais de si mesmas e a se preocupar mais com a alimentação”, completa Neves.

Os irmãos Ricardo, 12 anos, e Maria Fernanda França, 8, também são praticantes da corrida. Além do Circuito Contra o Câncer, este ano eles participaram da Pão de Açúcar Kids, outra tradicional competição infantil. Ricardo, que corre desde os 8, destaca o clima de união familiar propiciado pelas disputas. Antes da largada, ele e a irmã treinaram sob o olhar atento do “pai coruja”, João Carlos da Silva, que faz questão de acompanhar cada passo dos herdeiros: “Ele marcava o tempo enquanto corríamos”, conta Ricardo, bastante empolgado.

Já Maria Fernanda diz que o que mais a motiva é a oportunidade de correr com as amigas e colecionar as medalhas, distribuídas a todos os participantes sem distinção entre primeiro, segundo ou terceiro lugar.

“Além disso, posso conhecer outras meninas da minha idade e fazer novas amizades durante as competições. Eu nunca me canso de participar das corridas”, conta a menina.

João Carlos enfatiza a importância da socialização e interação entre os pequenos. Outro ponto destacado por ele é que ir às provas é uma espécie de prêmio por bom comportamento. O pai sorri também ao declarar que não existe falta de disposição para o exercício quando o assunto é corrida: “Tirar esses dois da cama cedo é difícil, mas quando é para correr eles levantam rapidinho”, diz.

No calendário esportivo de São Paulo desde 2004, a Pão de Açúcar Kids ganhou, este ano, edições em Fortaleza, Brasília e Rio, onde foram inscritas cerca de mil crianças. Assim como nas demais corridas, o percurso foi determinado de acordo com a faixa etária, variando entre 50 e 400 metros. Após a disputa, os atletas mirins puderam participar de atividades lúdicas, focadas em temas como preservação ambiental e sustentabilidade.

Primeiros passos de 2013
A próxima prova que vai agitar a turminha acontecerá no dia 13 de janeiro, quando está marcada a São Sebastiãozinho 2013. Há quatro anos, a tradicional corrida em homenagem ao padroeiro da cidade do Rio de Janeiro ganhou sua versão infantil, com distâncias que vão de 25 metros, para crianças de 3 anos, a 800 metros, para as de 14 anos.

Segundo João Traven, diretor da Spiridon, empresa responsável pela organização, a expectativa é receber 1.500 crianças no evento, realizado uma semana antes da categoria principal.

“A São Sebastiãozinho surgiu da necessidade de promover a modalidade entre o público infantil, já que, quando começamos, esse tipo de iniciativa não era tão comum aqui no estado”, avalia Traven.

O diretor também ressalta a importância de se trabalhar com os pequenos, já que, muitas vezes, eles estimulam o resto da família a também praticar atividades físicas.
“A maioria das crianças que participa é filho ou sobrinho de quem já corre na São Sebastião, mas têm casos em que acontece o inverso. Os familiares trazem os pequenos e são convidados a fazer parte da corrida”, enfatiza.

Para correr certo

1- O primeiro conselho dos especialistas é que os responsáveis estejam por perto e que local escolhido para o treinamento dos pequenos seja plano e iluminado.

2- É essencial que as crianças usem protetor solar, sem esquecer das orelhas, da nuca e dos lábios.

3- Tenha sempre garrafas de água ou suco por perto das crianças para garantir a hidratação.

4- É importante que os miniatletas se alimentem bem antes e depois de qualquer atividade física. Se o peso for um dos problemas, a orientação nutricional é indicada.

5- No caso de a corrida ser incorporada à rotina, o ideal é a utilização de um tênis adequado à postura e à forma de pisar, que podem ser avaliadas por um ortopedista ou médico do esporte.

A palavra do médico

O ortopedista especializado em medicina do esporte e cirurgia de joelho, Rodrigo Góes, afirma que a corrida, assim como toda atividade, é benéfica para a saúde da criança. Quando realizada corretamente, a prática é eficiente para melhorar a coordenação dos movimentos, combater a obesidade, diminuir o risco de diabetes e os sintomas da asma, além de acelerar o crescimento.

Apesar das vantagens, Goés não a recomenda como prática esportiva regular antes dos 8 anos. De acordo com ele, é nesta fase que o joelho completa o desenvolvimento e que a criança define padrão próprio de marcha. No esqueleto imaturo, as placas fisárias – ou placas de crescimento – podem ser lesionadas por cargas excessivas repetidas.

Ele sugere ainda que a introdução de treinos regulares e em nível de competição só comecem após a fase da maturação sexual, que ocorre dos 9 aos 14 anos. Antes desse período, a estrutura óssea e muscular ainda está em formação.

“A Federação Internacional de Atletismo recomenda que antes dos 14 anos a frequência de treino não ultrapasse três vezes por semana”, acrescenta.

Para Goés, integrante do Comitê Olímpico Brasileiro em Londres, sintomas como dor durante o exercício ou em repouso, falta de ar, dor de cabeça, durante ou após a corrida, e tonteira são alguns dos sintomas que devem despertar a atenção dos pais para o início de uma possível lesão ou doença decorrente de excessos.

 

O FLUMINENSE

 

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